Obras e artistas - Não-objetos e arte cinética

Para a aula do dia 22/09, nos dividimos em grupos para pesquisar sobre obras e artistas de não-objetos e arte cinética, com o intuito de nos ajudar no entendimento desses tipos de artes, ampliar nosso repertório e levar pauta de discussão para a aula. Meu grupo pesquisou os seguintes artistas:


Não-objetos:

Lygia Clark - Objetos Sensoriais

É uma série de obras onde a artista propõe a transferência do “poder” da obra para as o observador, como se as obras passassem a precisar do próprio corpo do indivíduo que a está observando para acontecer, o tornando parte dela e fazendo com que ela mude, não tendo sua forma e sentido “presos”. São consideradas não-objetos por não serem objetos concretos, fixos e com funções definidas, as obras variam completamente a depender de como são vistas e utilizadas pelos observadores e pelo mais importante das obras não serem elas em si ou o material, mas a relação, a interação e a experiência que ela gera.

Entre as diversas obras da série temos:


Diálogo de Óculos | Ping Pong


Diálogo de mãos | Água e Conchas



Iole de Freitas - O peso do ar

O Não-objeto “O peso do ar” rompe com a ideia de algo fechado, estático e com um único sentido. Esse trabalho pensado para a Carbono vem de uma série que a artista chama de "Derretidas" onde ela busca amolecer o aço e marcar o gesto que sempre esteve presente no seu trabalho, buscando repetir diversas vezes como uma coreografia deixando sua originalidade no projeto. O interessante sobre o não objeto é que mesmo havendo diversas curvas, o mesmo não possui começo, meio e fim.

O primeiro contato de Iole de Freitas com a arte deu-se através da dança, elemento que a acompanha de maneira visível por toda a carreira. Durante os anos 1990, da arquitetura, cria obras que se relacionam diretamente com o espaço real.
Para o crítico Paulo Sérgio Duarte, “os trabalhos [de Iole de Freitas] apontam para nossa ignorância. Obrigam a percepção ao esquecimento. Exigem nova organização sensível. Não figurado e distanciado, o corpo continua a porta, agora invisível, de acesso. Do corpo temos de partir para reinventar o espaço. Esse que não sabemos e está nos trabalhos”.



Arte Cinética:


O Grivo

Foi criado em fins de 1990 pelos músicos Nelson Soares (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967), e Marcos Moreira (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1967). As obras d’O Grivo priorizam a sonoridade, embora o efeito visual esteja longe de ser casual, a imagem é consequência da dimensão musical. Os percursos sonoros que criam são, além de uma nova maneira de ouvir, uma nova maneira de ver os mecanismos de produção do som.

Seus trabalhos abrangem trilhas para artistas de diversas mídias, concertos, instalações e performances, com perspectivas de improvisação e utilização de equipamentos eletrônicos em áudio e vídeo.

Realizam seu primeiro concerto em Belo Horizonte e iniciam suas pesquisas no campo da “Música Nova”, que tem por objetivo a expansão do universo sonoro pela descoberta de maneiras diferentes de organizar improvisações. 

A interseção entre as informações visuais e sonoras é o lugar onde se constroem conceitos como textura, organização espacial, sobreposição, perspectiva, densidade, velocidade, repetição e fragmentação

A proposta de um estado de curiosidade contemplativa e as relações dos sons com o espaço são as ideias principais que conformam os trabalhos do grupo. O apelo visual de suas instalações, faz com que a dupla seja reconhecida pela qualidade plástica, e não apenas sonora, de suas criações, a partir da exposição Antarctica artes com a Folha (1996).



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