Fichamento - Teoria do não-objeto
O texto de Ferreira Gullar, escrito em 1977, inicia nos introduzindo o que seria um não-objeto. A princípio, qualquer pessoa sem conhecimento na pauta pensaria que se trataria de algo "contra objetos" mas, na verdade, se trata de objetos em si que tem por intenções gerar experiências, sem necessidade de uma representação, ele mesmo se representaria.
Em dado momento da história, o conceito de arte e de objeto passam a se mesclar quando alguns artistas passam a ver a realidade e objetos "normais" como arte e a arte como objetos, como o exemplo de enxergar os quadros apenas como uma tela em branco com tintas dispostas, o que se trata apenas de objetos comuns e, ao mesmo tempo, de arte. Brincar com as molduras e com as "barreiras" entre o real e a o mundo das artes, como se fossem coisas distintas, passando a enxergar tudo como um só com a possibilidade de gerar experiências trouxe para muitos artistas um novo mundo de possibilidades.
De certa forma, o argumento é de que a arte deve parar de ser vista como algo estático e físico, mas principalmente como algo livre e sensorial, que interage com quem a observa. A partir disso podemos pontuar que os sentimentos e impressões do observador tem total impacto na interpretação da arte e que os não-objetos são, portanto, pura arte que tem como objetivo a experiência e as sensações causadas em quem a vê ou em quem participa dela, e não dizem respeito a materialidade.
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